Um
pouco de história
Emendar
tecidos é uma atividade muito
antiga. Quando os primeiros homens uniram
pedaços de pele de animais para
se agasalharem, já era patchwork,
que surgiu há muitos e muitos
anos, sendo difícil fixar uma
data precisa.
As
evidências de sua existência
retrocedem a vários séculos
antes dos romanos. Egípcios e
chineses faziam agasalhos para o inverno
provavelmente antes do ano 1000 a.C.
Existem
registros com descrições
de velas de navios que navegavam pelo
Nilo feitas com pequenos pedaços
de tecidos coloridos e de animais. A
mais antiga referência é
de cerca de 3.400 a.C. em uma estatueta,
esculpida em marfim encontrada no Egito,
a figura de um Faraó da primeira
Dinastia Egípcia, envolto em
seu manto supostamente quiltado.
Durante
as Cruzadas, no final do século
XI, os soldados europeus aprenderam
com os africanos do norte, que as roupas
acolchoadas serviam como proteção
sob as armaduras. Os tecidos fortes
e bem quiltados faziam uma efetiva proteção
contra golpes de espadas, lanças
e flechas assim como contra o frio e
chuva.
Um
dos mais importantes usos do quilting,
em muitas sociedades antigas, foi a
confecção de armaduras
pessoais, usadas pelos exércitos
chinês, japonês, naÍndia
e através da Europa, até
a Idade Média.
Quando
os soldados voltaram para a Europa,
a idéia foi rapidamente assimilada
e o seu uso passou a ser também
doméstico. A colcha da cama mais
antiga que se tem noticia foi encontrada
na Sicília e data do final do
século XIV. Ela é feita
de linho e recheada com lã. Os
blocos centrais trazem cenas da lenda
de Tristão. Encontra-se atualmente
no Victória e Albert Museum em
Londres.
Apesar
de suas raízes virem de tempos
tão longínquos, o patchwork
como conhecemos hoje em dia é
tido como artesanato americano, pois
sua tradição é
muito forte e preservada na América
do Norte.
Quando
colonizadores chegaram ao Novo Mundo,
início de século XVIII,
trouxeram com eles sua herança
cultural da Europa. Mesmo sem saber
se eles levaram quilts prontos, é
provável que tenham levado a
arte de quiltar. Na América colonial,
as famílias pioneiras estabeleceram-se
em regiões remotas onde tudo
era difícil. As mulheres costuravam
as roupas para a família. O tecido
era muito caro, e isso fazia com que
elas mesmas tecessem o próprio
tecido. O algodão era importado.
Não podia-se jogar fora nenhum
pedaço. Nesta época (entre
1860 e 1890), os pioneiros americanos
desenvolveram a arte de unir retalhos,
tecidos criando desenhos. A Revolução
Industrial trouxe tecidos com preços
mais acessíveis, e como nesta
época as casas eram mais aquecidas,
diminuiu a necessidade de quilts pesados.
Entre 1920 e 1930, o patchwork popularizou-se
bastante. Pela primeira vez, jornais
de circulação nacional
trouxeram instruções sobre
sua execução e os primeiros
livros foram publicados.
Durante
a depressão americana nos anos
30, o patchwork tornou-se novamente
uma necessidade. A mulheres o faziam
não só para a própria
família, como também para
aumentar o orçamento doméstico.
Eram comuns as reuniões de mulheres
para o desenvolvimento de suas peças
e criação de novos desenhos,
que são conhecidos e usados até
hoje.
Altualmenmte
o quilt atingiu nível de arte,
além de utilitário.Hoje
temos uma enorme gama de tecidos, material,
livros e revistas. Hoje o patchwork
agrega de maneira peculiar, o artesanato
e a criatividade.